Paixões
Poesia

Paixões

Débora Fálico Quintana
22/11/2025
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A vida sem paixões é funcional e estável. Previsibilidade cansativa, entusiasmo improvável. É falta de intensidade que deixa a vida miserável. Quando a paixão se cala, envelheço em dias pálidos, onde o tempo, só passa, e a alma, que um dia gritava amor, agora apenas se embaraça. Não há mais fogo nem brasa, só um corpo morno, que não tem mais graça. As mãos ainda tremem, vívida, mas não tocam a vida. Os olhos enxergam a partida em uma vida não muito nítida. Já fui tempestade, grito, loucura. Agora sou sombra, silêncio, desventura. Dói mais a calma que a ruptura, de viver sem paixão, sem fartura.

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